Tabela dos níveis da Consciência e Emoções (Hawkins) Introdução
Tabela dos níveis da Consciência e das Emoções
A Tabela dos Níveis de Consciência, desenvolvida pelo Dr. David Hawkins e também conhecida como Escala Vibracional da Consciência de Hawkins, é uma ferramenta que permite calibrar e compreender a "escala de verdade relativa". Nela, posições intelectuais, atitudes, emoções, comportamentos e ideologias são classificadas em um espectro vibracional que vai de 1 a 1.000.
Princípios Fundamentais
A base dos estudos de Hawkins é a ideia de que cada pessoa percebe e age em sua realidade de acordo com seu nível de consciência. As emoções, os pensamentos, as ações e a vibração energética de cada pessoa refletem esse nível consciencial, proporcionando um mapa fascinante da evolução espiritual e da consciência ao longo da experiência humana.
Essa visão abrangente fornece não apenas uma compreensão mais profunda da jornada humana, mas também um guia para identificar nosso estágio de consciência e perceber onde estamos na escada da iluminação espiritual. Esse processo nos ajuda a reconhecer o potencial de transformação pessoal e a compreender melhor nossas interações com os outros, vendo o caminho de desenvolvimento espiritual que podemos trilhar.
O Papel da Cinesiologia
Para Hawkins, a cinesiologia foi essencial ao revelar a conexão íntima entre mente e corpo. Ele demonstrou que o corpo é um veículo que reflete o estado da mente, "pensando" com o próprio corpo e respondendo à consciência com vibrações específicas que correspondem ao estado emocional e espiritual.
Níveis de Consciência e Caminho de Ascensão
A seguir, uma lista dos níveis de consciência associados a emoções, pensamentos e estados de ânimo, medidos em frequências vibracionais. Esse conhecimento pode ajudar você a identificar seu estado atual e o caminho para elevar sua vibração, rumo à consciência iluminada e à realização plena de sua missão na experiência encarnada.
Formas de Elevar o Estado Vibracional
- Expansão da Consciência: Eleve sua consciência acima das emoções negativas, entenda-as e as liberte.
- Cultivo das Emoções Elevadas: Escolha emoções elevadas, como a compaixão e o amor. Quando perceber emoções negativas, entenda-as e transforme-as.
- Seleção das Atividades: Envolva-se apenas em atividades que trazem paz e felicidade a você e aos outros. Observe como você se sente e esteja atento às consequências de suas escolhas.
- Silêncio Interior e Contemplação: Busque momentos de silêncio e paz interior por meio da meditação e da contemplação na natureza.
- Gratidão Constante: Cultive o hábito da gratidão, valorizando o que possui e agradecendo tudo o que recebe.
- Autoanálise Diante de Desafios: Em situações de injustiça, abuso ou rejeição, reflita e busque entender se há algo em você que atraiu essa negatividade.
- Desenvolvimento de Talentos: Valorize suas qualidades e trabalhe para desenvolver ainda mais seus dons e talentos.
- Serviço ao Próximo: Colabore com a felicidade e o bem-estar dos outros, tornando-se uma presença de amor e apoio.
- Troca de Pensamentos Negativos por Positivos: Substitua pensamentos negativos por intenções e ações positivas e construtivas.
- Reconexão com o Amor: Ao perceber estados de ânimo negativos, procure reconectar-se imediatamente com o amor e as virtudes.
- Cultivo de Gratidão e Bênçãos: Deixe um rastro de gratidão e bênçãos por onde passar, irradiando paz.
- Ética em Negociações: Em negociações, prefira ganhar o mínimo de vantagem ou, no mínimo, ser justo e honesto.
- Respeito à Legalidade: Aja de acordo com a legalidade e respeite as ordens estabelecidas. Busque a mudança de forma ética e legítima.
- Desapego Consciente: Com o tempo, reduza sua necessidade de coisas externas; aja por amor mais do que por desejo ou necessidade.
- Expressão Artística: Dance, cante e desenvolva seus dons artísticos como formas de expressão e elevação espiritual.
- Respeito a Si e aos Outros: Aprenda a se respeitar e a respeitar os outros, reconhecendo o valor de todos.
- Prática das Virtudes: Conheça e cultive virtudes como a paciência, a humildade e a generosidade. Visualize-se vivendo essas virtudes em suas ações diárias.
- Conexão com a Natureza: Faça caminhadas conscientes, trocando amor e gratidão com tudo o que encontra.
- Alimentação Saudável e Consciente: Alimente-se com vida, lembrando que o alimento traz informações que afetam sua vibração.
- Espaço Limpo e Harmonioso: Mantenha seus espaços organizados e repletos de objetos que refletem seu propósito e alegria.
- Preparação para o Sono e Atenção aos Sonhos: Desenvolva um ritual de relaxamento antes de dormir, e observe os sinais nos sonhos para insights e orientações.
Essas práticas formam uma base sólida para elevar o estado de consciência, alinhar-se com a essência espiritual e avançar na jornada de crescimento e evolução pessoal.
A Revolução da Consciência e a Holococriação: Construindo um Universo Multifacetado
No vasto espaço cósmico de energia e consciência, uma revolução da consciência está se desdobrando. Uma transformação que transcende as fronteiras da Terra e se estende por outras dimensões do Universo. Essa revolução ocorre no campo vibracional da energia e na atmosfera quântica que permeia nosso mundo.
Nesse cenário, emerge uma verdade fascinante: todos têm o potencial de moldar a realidade de acordo com suas intenções. O universo é um campo vasto de possibilidades, um tabuleiro cósmico onde cada indivíduo é dotado do poder de cocriar a realidade que deseja ver manifestada.
A revolução da consciência tem como objetivo elevar a frequência vibracional do planeta e expandir a consciência e energia de cada habitante do cosmos. A partir dessa transformação, a holococriação se revela como um processo colaborativo e amoroso de cocriação. “Holo”, originário do grego, significa “conjunto”, e a holococriação implica em unir esforços para criar algo de maneira integrada, holística e sistêmica.
O universo funciona como uma democracia cósmica, se expandindo à medida que cada ser contribui para sua evolução. Cada um de nós é um participante ativo na construção quântica da realidade. Nessa esfera de sonhos e possibilidades, somos os arquitetos do universo, os operários da realidade multifacetada, os amantes apaixonados pelo todo e por cada fragmento que o compõe.
A holococriação é um convite à ação consciente e colaborativa. Ela nos lembra que somos artistas da vida cotidiana, coautores das histórias que se desenrolam e namorados do universo. Cada pensamento, emoção e ação reverbera nas tramas da realidade, criando um tecido interligado de influências. Através da harmonia, da união e do amor, podemos tecer a tapeçaria da existência de forma alinhada com nossa essência mais profunda.
Nesse cenário de revolução da consciência e holococriação, torna-se claro que somos parte integrante do cosmos. Nossa jornada é uma dança em sincronia com as estrelas, uma melodia que ecoa através do espaço e do tempo. Ao elevar nossa consciência e abraçar a responsabilidade por nossa contribuição para o todo, participamos ativamente na construção de um universo que reflete a beleza e a diversidade de todas as almas que o habitam.
Valores de calibração
É muito importante lembrar que os valores de calibração não representam uma progressão aritmética, mas logarítmica.
Assim, o nível 300 não é o dobro da amplitude de 150; é 300 a 10a potência (10300).
200 é um nível decisivo, de passagem, um ponto de apoio, um divisor de águas, que delimita as áreas gerais de força (ou falsidade) e do poder (ou verdade).
Ao descrever os correlatos emocionais dos campos de energia da consciência, é bom lembrar que eles raramente se manifestam como estados puros em um indivíduo.
Uma pessoa pode operar em um nível em uma determinada área da vida e em outro nível bem diferente em outra área da vida. O nível geral de consciência de uma pessoa é o efeito total da soma de todos os níveis em que ela vibra, o que vai depender também das circunstâncias que a pessoa esteja vivendo. Determinados fatos, pessoas, situações podem fazer à pessoa cair na sua frequência ou subir de um momento para o outro…
Cerimônia. Rito. Forma. Modelo
A cerimônia é um “protocolo civilizatório”, que se expressa através da adoção de ritos, formas, modelo cuja prática transmite valores, princípios, costumes, regras que facilitam a paz, a harmonia, o entendimento e a justiça na vida social.
Através dos ritos e cerimônias a pessoa é informada e educada daquilo que é sagrado, respeitado, anelado pelo ser social.
Com o avanço da civilização uma sociedade ritualiza todas as suas atividade através de ritos obrigatórios civilizatórios.
Os ciclos da natureza e suas fases podem se tomar como modelos guias, mestres que podem despertar na pessoa potencialidades dormidas que o rito ou a cerimônia revela na vida e dentro da pessoa. Por exemplo, a Primavera é associada ao despertar, ao florescer da pessoa. Já o inverno, sugere ritos para o encontro da pessoa consigo mesma.
A pessoa enquanto mais consciente respeita e sabe lidar melhor com os ritos e cerimônias da sociedade a que pertence. A banalização dos ritos e cerimonias leva a pessoa a comportamentos negativos, muitas vezes regidos pelo egoísmo, a barbárie e os instintos selvagens.
A cerimônia e os ritos tem a função de colaborar com a evolução da pessoa. O propósito é colaborar com a libertação da pessoa da dominância dos instintos, do egoísmo, da inadequação segundo as exigências da convivência social.
Os mitos de uma cultura reúne de forma didática como deve ser vivida as cerimônias e os ritos sociais, e mostram também o que acontece quando eles não são respeitados. Muitos dos mitos revelam os castigos, as condenações, os desdobramentos negativos que leva não seguir os ensinamentos dos Mitos (Ex. mitos dos signos zodiacais) e da Tradição (Ex culto aos antepassados).
A educação é o jeito que uma pessoa ou sociedade estabelece os ritos, os acordos, as cerimônias, as leis e regras que são acordadas por um grupo social para garantir a boa convivência.
A tradição reúne os ritos e as cerimônias que foram oficializadas, formalizadas por um grupo social no tempo.
A família é um espaço de práticas civilizatórias e humanizadores onde a pessoa aprende e introjeta as cerimônias, o respeito às leis, às regra, o respeito aos mais velhos, sábios, etc. Práticas e ritos que ajudam a pessoa a compreender como funciona a vida e a adquirir o conhecimento acumulado pela sociedade a que pertence: regras da higiene, da sáude, regras de convivência, símbolos guia, aspirações, metas.
“É um protocolo, regra, procedimento de meu grupo eu respeito pelo bem comum”
Cerimônia, Emoções Negativas e o Desafio da Transformação Civilizatória
A prática de cerimônias e rituais desempenha um papel crucial na forma como uma sociedade se desenvolve e evolui. No entanto, o desafio reside na maneira como essas cerimônias são realizadas e vivenciadas. Quando são impostas de maneira autoritária, abusiva ou violenta, podem resultar em traumas que se associam a emoções negativas e comportamentos autossabotadores.
A relação entre cerimônias, emoções negativas e comportamentos autossabotadores é complexa. Cerimônias e rituais bem conduzidos podem ser ferramentas poderosas para promover a coesão social, transmitir valores e criar um senso de identidade e pertencimento. No entanto, quando mal executados, podem causar danos psicológicos e emocionais significativos. Traumas decorrentes de cerimônias mal conduzidas podem levar a uma série de emoções negativas, como medo, ansiedade, raiva e desconfiança.
O desafio maior é quando essas emoções negativas levam a comportamentos autossabotadores. Traumas associados a cerimônias podem gerar um ciclo de reações emocionais que levam a uma resistência ao processo civilizatório do grupo social. O indivíduo pode se sentir desconectado, alienado e desconfiado, buscando se proteger de situações que reacendam as emoções negativas.
O mal-estar gerado por essas emoções negativas tem uma função: é um alerta de que algo não está alinhado com o processo civilizatório do grupo social. Quando alguém se afasta desse processo, pode sofrer exclusão, julgamento e condenação pela comunidade. Isso alimenta o ciclo de alienação, isolamento e sofrimento. A pessoa se fecha, tentando evitar novos traumas e experiências negativas.
O desafio de uma sociedade é criar cerimônias e rituais que sejam inclusivos, respeitosos e transformadores. Cerimônias que promovam a cura, a conexão e a evolução pessoal e coletiva. Isso requer um profundo entendimento das necessidades emocionais e psicológicas dos indivíduos, bem como um compromisso com a justiça, a empatia e a igualdade.
A transformação civilizatória é um processo contínuo e delicado. Requer uma abordagem sensível, consciente e compassiva para que as cerimônias e rituais se tornem veículos de crescimento, cura e fortalecimento da coesão social. A criação de espaços onde as emoções negativas possam ser reconhecidas, processadas e transformadas é fundamental para o bem-estar individual e coletivo. Ao fazer isso, a sociedade pode se mover em direção a uma evolução autêntica e saudável, onde todos têm a oportunidade de florescer e contribuir para o processo civilizatório.
O sentido perdido das cerimônias – Professora Lúcia Helena Galvão da Nova Acrópole
Quem foi David Ramon Hawkins
David Ramon Hawkins foi um médico, psiquiatra e escritor norte-americano conhecido por suas contribuições para o campo da espiritualidade, desenvolvimento humano e consciência. Nascido em 3 de junho de 1927, em Milwaukee, Wisconsin, e falecido em 19 de setembro de 2012 em Sedona, Arizona, ele deixou um legado significativo em sua busca por compreender a natureza da consciência humana.
Hawkins teve uma carreira diversificada. Ele trabalhou como psiquiatra e, durante sua carreira inicial, foi diretor da maior clínica de saúde mental de Nova York, o North Nassau Mental Health Center em Manhasset. Sua busca por uma compreensão mais profunda da natureza humana o levou a explorar os aspectos espirituais e de consciência da existência.
Em 1979, Hawkins escolheu um caminho de isolamento e retiro, mudando-se para Sedona, Arizona, onde se dedicou a um período de introspecção profunda e silêncio interno. Após essa fase de recolhimento, ele retornou à sociedade e concentrou seus esforços na pesquisa da consciência espiritual, dando palestras e escrevendo sobre suas descobertas.
Dois de seus trabalhos mais notáveis são os livros “Power vs Force: The Hidden Determinantes of Human Behaviour” (Poder vs Força: Os Determinantes Ocultos do Comportamento Humano) e “The Levels of Consciousness” (Os Níveis de Consciência). Em suas obras, Hawkins explorou a relação entre as emoções humanas e os níveis de consciência, oferecendo insights profundos sobre como as diferentes emoções e estados mentais influenciam a experiência humana e o desenvolvimento espiritual.
Através de suas investigações, Hawkins desenvolveu uma escala de calibração da consciência, na qual atribuiu valores numéricos aos diferentes estados emocionais e níveis de consciência. Essa escala é frequentemente referida como a “Escala de Hawkins” e abrange uma variedade de emoções e estados, desde os mais baixos, como o medo e a raiva, até os mais elevados, como o amor e a alegria.
Seu trabalho foi controverso e recebeu críticas, especialmente pela falta de rigor científico em suas abordagens de calibração. No entanto, suas ideias influenciaram muitas pessoas que buscavam uma compreensão mais profunda da espiritualidade e do desenvolvimento humano. Hawkins é lembrado por suas contribuições para a exploração da consciência e por seu esforço em trazer uma perspectiva espiritual para o campo da psicologia e da saúde mental.
Correspondência entre valor, estado e emoção
A Escala de Hawkins foi desenvolvida por ele, a partir de suas próprias experiências e testes cinesiológicos e, com base nisso, a frequência 200 nesta escala representa um valor limite que separa os níveis não-integrais dos níveis integrais.
Para Hawkins, quando falta integridade (níveis não-integrais) a pessoa se sente ”afastada da vida” (isolada), ou seja, não consegue fluir com a vida. Por isso, os níveis abaixo de 200 são dominados por baixos instintos que regem a existência desse indivíduo. Já aqueles que alcançam o desenvolvimento da consciência acima de 200, não são facilmente subjugados pelas emoções e desenvolvem a compreensão de si e da realidade com racionalidade, e com isso, o amor e a empatia fluem com mais facilidade.
Segundo Hawkins, há possibilidade de alterar um nível baixo de consciência. Para isso, é necessário o uso da vontade direcionada para a elevação interna, tendo como guia, a verdade. No entanto, nem sempre é possível a pessoa conseguir isso sozinho, daí se faz necessário a ajuda de um terapeuta.
Segue a correspondência:
700-1000 -> Iluminação-> indescritível
600 -> paz-> felicidade
540-> alegria-> serenidade
500-> amor-> contemplação
400-> razão (superior)->compreensão
350-> aceitação (resiliência)->perdão
310-> força de vontade-> otimismo
250-> neutralidade-> lucidez
200-> coragem-> determinação
175-> 8 orgulho -> desprezo (rejeição) – Soberba – humildade
150-> 7 raiva -> ódio (ressentimento) – Ira – Resilência
125-> 6 desejo -> cobiça – Inveja – Avareza – Luxuria – Gula – Generosidade – Pureza – Moderação
100-> 5 medo -> ansiedade
075-> 4 tristeza (mágoa) -> arrependimento – Inveja
050-> 3 apatia -> desesperança – Preguiça – Diligência – Plenitude
030-> 2 culpa -> remorso
020-> 1 vergonha -> humilhação
O que é Iluminação para Hawkins
O maior desafio para alcançar um elevado estado de consciência é ultrapassar o nível da mente (400). Este que reflete as democracias contemporâneas, fundamentadas em sistemas e realizações científicas.
Para ultrapassar esse contexto dual que reina nas baixas frequências, é necessária a transição do nível intelectual (400), para o nível do amor (500), o que provocaria uma mudança de paradigma e consequentemente a pessoa se torna mais humana e fraterna.
A partir da frequência 500, o princípio de causalidade dá lugar a uma percepção profunda, não dual e nem linear. Acima da faixa de 500, na subdivisão 540, está o início do nível de consciência relacionado ao amor incondicional, a mente unificada e o estado de alegria.



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