Vergonha

 1 VERGONHA: Vibra em 20 – Comportamento negativo – antissocial, anti-familiar

Vibração mais baixa

Vergonha, desonra que ultraja, humilha; opróbio

Vergonha (do latim verecundia), é um estado psíquico que se manifesta através de ideias, estados emocionais, estados fisiológicos, comportamentos, induzidos pela vivência, conhecimento, consciência de desonra, desgraça, ultraje, humilhação, condenação. Ela pode ser usada como controle religioso, político, judicial e social.

A vergonha é fonte de diversas neuroses e psicoses. Ela é destrutiva para a saúde mental, emocional e física. Como consequência da baixa frequência, torna a pessoa propensa ao desenvolvimento de doenças astrais e físicas o que a leva a viver sempre na falta, no erro e na decepção.

O melhor a ser feito, é buscar um jeito de sair o antes possível deste estado de consciência e vida.

Compreendendo a Vergonha: Uma Vibração de Baixa Frequência

A vergonha é uma emoção complexa que pode afetar profundamente a mente, as emoções e o comportamento de uma pessoa. Vibrando a uma frequência de 20 na escala de Hawkins, é considerada uma das vibrações mais baixas dentro do espectro emocional humano. A vergonha muitas vezes é associada a comportamentos negativos, antissociais e anti-familiares.

Essa emoção profunda pode ser desencadeada por uma série de fatores, incluindo a vivência, o conhecimento ou a consciência de desonra, ultraje, humilhação ou condenação. Pode resultar de eventos passados, experiências traumáticas, julgamentos sociais ou normas culturais.

A vergonha não apenas afeta o estado emocional de uma pessoa, mas também se manifesta em estados fisiológicos, comportamentais e mentais. Pode levar a sentimentos de inadequação, isolamento e autoaversão. A pessoa que experimenta vergonha muitas vezes sente que está sendo desonrada ou humilhada de alguma forma, o que pode levar a um ciclo de pensamentos negativos e autocrítica.

É importante notar que a vergonha pode ser usada como uma ferramenta de controle em várias esferas da vida, como religião, política, justiça e sociedade. Ela pode ser usada para manipular comportamentos e manter as pessoas em conformidade com normas e expectativas sociais.

Além de seu impacto emocional e mental, a vergonha também pode ter consequências físicas. Estudos têm mostrado que emoções negativas, como a vergonha, podem estar associadas a um maior risco de doenças físicas e problemas de saúde.

Superar a vergonha é um processo complexo, pois muitas vezes está profundamente enraizada na psique. No entanto, é fundamental para a saúde mental, emocional e física. A vergonha crônica pode levar a uma visão distorcida de si mesmo e do mundo, bem como a sentimentos de incapacidade e autossabotagem.

Buscar apoio através de terapia, aconselhamento ou grupos de apoio pode ser um passo importante para enfrentar e superar a vergonha. Transformar essa emoção destrutiva requer autoconhecimento, autocompaixão e o desenvolvimento de uma nova perspectiva sobre si mesmo e sua relação com o mundo. Sair do ciclo de vergonha é um ato de empoderamento que permite que a pessoa reconstrua sua autoestima, encontre cura emocional e viva uma vida mais saudável e autêntica.

Autoconhecimento

É auspicioso que cada relembre suas experiências e cenas em que foi envergonhado e a seguir que reconstrua a vivência traumática de modo positivo. Pesquise se a situação criou alguma crença limitante.

A seguir algumas perguntas que podem te inspirar e iluminar tua memória:

Perguntas:

Já foi colocado em ridículo, insultado?

Já foram expostas publicamente suas vulnerabilidades, suas fragilidades?

Já foi estuprado, abusado, espancado?

Já foi atacada sua dignidade?

Já foi excluído porque seu jeito de ser foi considerado uma vergonha?

Em que situações você sente vergonha na atualidade?

Envergonhar

Envergonhar é induzir a vergonha em outrem, atacando ou destruindo a dignidade pessoal de uma pessoa ou grupo. A vergonha pode ser induzida verbalmente pelo ridículo, insultos ou pela exposição pública da vulnerabilidade ou fraqueza de uma pessoa ou grupo; e fisicamente por ataques, estupro e espancamento. Ações que visam provocar vergonha atacam e diminuem a dignidade humana de uma pessoa ou grupo e os separam do restante da humanidade.

Quando alguém diz “você devia ter vergonha de si mesmo”, frequentemente querem dizer que o alvo cometeu algo que eles acreditam, certo ou erradamente, como sendo vergonhoso. Algumas vezes abreviado como “Que vergonha!”, esta forma de envergonhar desonra o alvo como ser humano, em vez do facto em si mesmo.

Visto que a vergonha é uma condição complicada e frequentemente tabu, as pessoas muitas vezes confundem vergonha com culpa quando envergonham outros. Adicionalmente, para aqueles que se importam com a dignidade humana, é sempre importante separar a falsa condenação da culpa genuína, visto que a vergonha especiosa é frequentemente usada como forma de agressão relacional contra pessoas inocentes.

Vergonha de si mesmo

É também possível envergonhar-se a si próprio com formas genuínas ou falsas de autocondenação. Numa forma gráfica, o filme canadense Black Robe mostra um padre católico que se autoflagela por ter desejos proibidos. Outra forma de vergonha própria ocorre em pessoas que conectam sua autoavaliação interna com condições externas como em “eu perdi, portanto, eu sou um perdedor”, “ele me rejeitou, portanto, eu não sou bom” ou “fomos atingidos por um maremoto, portanto, nós estávamos errados”. Visto que a vergonha de si mesmo depende de ideologias internalizadas do tipo envergonhado × descarado.

A vergonha de si mesmo pode ser internalizada como identidade após um ultraje. Uma pessoa pode sentir que sua dignidade foi permanentemente perdida, seja por fazer parte de um grupo que é socialmente estigmatizado ou por vivenciar ultraje ou ridículo. As crianças são especialmente vulneráveis à formação de uma identidade de vergonha própria durante seu desenvolvimento.

Lei da Sobrevivência

Ela é governada pelo Instinto de Sobrevivência que a faz oscilar entre o Medo, a Paranoia e a Raiva, o Ódio, a Vingança… No fim. opta pela culpa, e vira vítima… se condenando na vergonha ao se sentir INDIGNA de ser amada, querida, acolhida.

Escolhe por fugir, se fechar, isolar.

humilhação

Se sente desprezada e sua emoção governante é a humilhação. Ela se perturba pelo medo de “fazer mal, de errar, de estar em falta”, vive desacreditada e chega a se sentir “não-pessoa”.

Possíveis antecedentes

Na sua infância poderia ter pais que faziam tudo por ela, quando a menina ia fazer algo, a mãe e o pai não tinham paciência de esperar, e logo faziam por ela. Assim a criança se sentia sempre errada, incompetente e agora como adulta ela se sente incompetente, se sente com vergonha para fazer qualquer coisa e assim passa a depender de pessoas que façam as suas coisas e que a sustentem.

Outro trauma que se relaciona com causa da Vergonha quando adulto é o abuso sexual, que pode levar a pessoa a ter vergonha de seu corpo, de ter prazer, a sua personalidade pode ficar marcada por toda a vida, a menos que esses traumas sejam resolvidos pela terapia ou por intervenção espiritual.

os motivos da vergonha não são atuais

Observa que na maioria das pessoas castigadas pela vergonha os motivos que elas encontram não são reais. Tipo um jovem de 28 anos acha que seu peito não é como ele gostaria assim como “um” dente da sua boca e já isto é motivo para ele se fechar em seu quarto e se negar a encontrar amigos e até um paquera que mexeu com ele. Ele comenta que para ele se relacionar tem que se “sentir perfeito”.

Isto evidencia que sua crença limitante que o leva a vergonha foi carimbada muito antes, quiçá quando ele era bebê ou criança.

E na verdade nenhum detalhe físico, por muito diferente que seja, é motivo para uma pessoa sentir vergonha.

Depressão

Neste vai e vem, junto as espirais e as pausas infinitas a pessoa pode submergir na “Depressão”.

Salvador

Ela sonha por um Salvador ou uma Salvadora… no fim aceita o pouco que alguém possa lhe dar.

Causa de seus problemas

Para ela a causa de seus problemas sempre é externa.

Comportamento

personalidade baseada na vergonha é tímida, retraída e introvertida.

A pessoa fica tão emaranhada em suas emoções negativas que fica impossibilitada de  tomar decisões, atitudes e fazer escolhas por medo de ser criticada, denunciada, que os outros descubram seus defeitos e a ridicularizem.

Ela se odeia, se culpa, se sente um estorvo, algo a ser mantido longe, algo que enche o saco, que perturba, aluga. Ela  se coloca em uma situação onde tem quer ser cuidada, ajudada, mantida. Ela solicita e cobra por atenção, dinheiro, tempo…

indigna de ser amada

A pessoa se sente “indigna de ser amada”, “indigna de amar”, se sente até que “não merece viver”, que ela é uma espécie de “carga”, “peso”, que as pessoas tem que carregar.

É por isto que ela entra de cabeça na procrastinação, indecisão, depressão e seu comportamento é antissocial

se fecha para a vida

A pessoa, sem querer se fecha para a vida, perde oportunidades e a medida que o tempo passa fica mais emaranhada, paranoica, negativa. Ela também pouco a pouco deixa de assumir suas responsabilidades, e assim para de aprender evoluir, se tornando reativa e se autoconsiderando “miserável”. Se tiver dependentes, eles podem sofrer, porque ela simplesmente não consegue fazer nem por si mesma.

vigilante

Ela é vigilante, atenta, observa os movimentos de onde se encontra sempre se sentindo perseguida, vigiada para ser criticada, castigada e repetir uma vez mais o quanto ela é inútil.

perfeccionismo

A pessoa castigada pela vergonha pode se defender através da busca por perfeccionismo e pela impecabilidade que garantam que ela não terá vergonha do que faz. Neste caminho poderá virar uma virtuosa, mas quando mexem em seu ponto fraco fica reativa e intolerante.

Por diminuir o nível da personalidade de uma pessoa, a Vergonha resulta em uma vulnerabilidade a outras emoções negativas e, portanto, muitas vezes produz falso orgulho, raiva e culpa.

Vergonha do próprio corpo

A vergonha do próprio corpo ou de parte do corpo pode ser muito traumatizante e paralisar a pessoa por completo. É bom estar consciente de que esta vergonha é só uma interpretação da própria pessoa, porque qualquer situação do corpo pode ser encarada como possível e pode ser encarada com dignidade.

É muito forte quando a parte do corpo tem a ver com sexo. Também forte é a aparência toda do corpo e o rosto. Para muitos também é a idade, ou estar muito gordo ou magro.

testa: “eu não mereço ser desejado pelo meu corpo”

Vergonha pela sua origem, pela sua cor de pele, pela sua diferença

Esta vergonha é fatal, provoca muita dor e sofrimento. Mas pode transformar também a pessoa em um lider de seu povo, das pessoas que tenham sua diferença.

 Vergonha do seu passado

Acontece a pessoa ter vergonha de seu passado, do passado de um dos familiares. A pessoa pode ter cometido erros e faltas imperdoáveis… e assim se castiga a todo o momento até sua morte.

raiva

Desde o isolamento, se defende, reclama, protesta, xinga,.. Vive em constantes guerras e lutas em sua mente e coração.

Pode encontrar caminhos perversos da violência quando se sente muito ameaçada. A energia perversa que gera a vergonha também pode ser encaminhada através da crueldade, e a pessoa achar que tem que amedrontar ou castigar a todos aqueles que a envergonham.

Qualquer coisa que você fale para ela, vai reagir, atacar, criticar, ou não responde e se esconde.

animalesco

Este nível de consciência pode ser de pessoas pobres, mas também ricas. É o nível animalesco, selvagem, reativo. Quando está no foco, ela se perde, não sabe falar, pensar, morre de vergonha.

cruel

O comportamento de pessoas cujo nível de consciência é 20 pode chegar a ser perigoso com eles mesmos, outros e o ambiente.

Criança e adulto envergonhado podem chegar a ser cruéis com plantas, animais e com crianças ou adultos mais frágeis que eles ou que eles, os tenham no controle.

Eles são propensos a ataques histéricos, alucinatórios onde julgam ou se sentem julgados e podem alcançar grandes níveis de excitação e emoções, ruim quando são impactadas.

extremistas e radicais

todo extremista ou radical é na verdade alguém que tem vergonha de si, que se sente rejeitado, excluído e por isso ele cria um movimento onde ele e o bando dele mandam simplesmente porque eles tem poder, e conseguem amedrontar, abusar, violentar eles podem fazer qualquer coisa para serem respeitados e nunca inqueridos. Quando estão no poder viram inacessíveis…

Ela se fecha nas suas opiniões e pontos de vista a tal ponto que não se abre para discutir, mas só para debater, lutar seja no plano moral ou regras de comportamento, seja ideológico, seja torcida.

matar

Existem os que matam por moralismo de gênero, por extremismo ideológico, religioso com a justificativa de que estão punindo ou libertando a sociedade das “más pessoas”.

E assim levados pela perturbação de seus inconscientes podem cometer crimes, por isso, a pessoa quando em crise deverá humildemente pedir ajuda, ou no caso que seja um amigo ou familiar seu ele deverá ser socorrido no plano energético-vibracional para o ajudar a subir a frequência, no plano psicológico para que consiga identificar a sua situação e tome o controle e no plano espiritual para desenvolver sua sensibilidade no caminho das virtudes.

castigadores

Existem os castigadores tipo professores, professores de escola militar, professores de treinamentos difíceis onde eles podem exigir, chamar as pessoas de burras, de inúteis, exigir o sangue das pessoas que quiserem realmente evoluir e serem consideradas aptas para alguma coisa.

abusadores

no relacionamento ou na família é aquele familiar que é vítima de abuso, ou também aquele que abusa de vítimas de abuso, na verdade seus iguais.

Morte

O nível de vergonha acelera e dinamiza a relação da pessoa com a morte, ela vira uma “suicida passiva” que a cada momento faz algo que acelera a chegada da Morte… A morte por acidente evitável é comum.

Na vergonha, a pessoa abaixa a cabeça e se afasta, desejando estar invisível. O banimento é um acompanhamento tradicional da vergonha e, nas sociedades primitivas das quais todos nos originamos, o banimento é equivalente à morte.

Ela morre de odiar as pessoas e situações que ela julga serem a causa da desgraça da sua miserável vida.

Ela vive em um processo de eliminação, de mumificação, de claustro que é comandado por forças inconscientes.

Funciona automaticamente

A pessoa funciona automaticamente. Ela reconhece: “minha vida simplesmente acontece”. A pessoa é controlada por um Ego autoritário e paranoico. O Espírito consegue muito pouco se manifestar. Ela vive fechada no mundo que ela tenha construído para se proteger.

Deus

Em geral, não acredita em Deus, ou se acreditar, ela se sente esquecida por Deus de tão miserável e pecadora que ela é.

Corpo Saúde

A frequência de 20 é muito perigosa para o corpo, tanto como para a própria vida da pessoa, já que pela lei de atração ela atrairá e ressoará com pessoas, situações e desafios próprios desta frequência que em geral sempre estão machucados pela perturbação, a dor, o sofrimento. E assim a constante negatividade na mente, e no coração atrai vampiros e fecha a pessoa a atividades que a poderiam recarregar e subir a sua energia… assim ela entra em um círculo vicioso de queda, falta de energia até o corpo estourar e adoecer.

A sensação de se sentir indigna, miserável, repudiável, imperfeita conduz a um nível extremo de vergonha e isolamento, podendo levar à a comer exageradamente comidas fúteis e carregadas em toxinas, a passar muito tempo sem se movimentar e até a praticar a automutilação e até o suicídio.

Caracterizando a vergonha

Culpa em relação a Vergonha

Observe que o sentimento de “culpa” tem sua origem na crença da pessoa de ter violado valores e princípios pessoais. A própria pessoa é que se julga segundo seus valores e princípios. Por exemplo, uma criança se acidenta e o pai ou mãe podem se sentir culpados por não terem tomado medidas efetivas que poderiam ter evitado o acidente. Conheço um casal que moravam numa casa com piscina e que diante a chegada de um filho perceberam que tinham que isolar o acesso fácil a piscina… mas foram postergando e ai a criança já estava com dois anos, e um dia de muito movimento em casa se descuidaram e o filho teve acesso a piscina e se afogou. Ambos pais, ainda depois de muita terapia se sentem culpados.

Outro exemplo, a culpa que todos temos ao sentir as vezes repulsa, rejeição por quem é bom conosco e nos ama. O que cria a culpa que leva a pessoa a se sentir “indigna de ser amada, cuidada”, porque ela odiou por exemplo os pais que tanto a amam e fizeram e fazem para colaborar com o bem dela.

A Culpa então é um sentimento que castiga devido à própria pessoa se julgar, condenar por ter agido em contra do que ela acredita. Enquanto a Vergonha é um remorso devido a pessoa se sentir Julgada pelos outros pelo que faz ou pode fazer, que na mente dela está por debaixo do que é esperado.

Por outro lado a culpa é um mecanismo emocional que permite a pessoa ir-se transformando a favor de se comportar segundo seus princípios e valores. Com o tempo a pessoa vai se desenvolvendo, aprimorando e pode se libertar da culpa. Ainda que o auto castigo quando se tem a desgraça de fazer algo que provoque efeitos negativos em outros é realmente muito difícil de ser superado.

Vergonha em relação a Culpa

Na vergonha a pessoa sofre por um suposto julgamento dos outros em relação ao que ela faz tomando como critério valores, princípios e referencias vigentes no meio social em que se movimenta a pessoa. Observe que o julgamento que ela está sentindo pode ser uma leitura negativa do comportamento das pessoas. A pessoa vibrando na vergonha ativa nas pessoas próximas uma sensação incomoda como se a pessoa com vergonha estivesse fugindo, se escondendo, tendo um comportando esquisito, o que provoca que ela seja vista com cara séria, retraída o que a pessoa lê como que está sendo julgada, rejeitada.

A vergonha por outro lado é um mecanismo emocional que pode colaborar para a pessoa estabelecer limites e tenha uma ideia do quanto tem que se aprimorar e mudar para poder satisfazer ou superar as expectativas que se tem dela. Especialmente para a criança, o adolescente que não tem experiência do que pode acontecer quando se erra ou se decepciona em relação ao que era esperado.

Vergonha e embaraço

A vergonha difere do embaraço no quesito de que não envolve necessariamente humilhação pública, castigo, julgamento. A pessoa pode sentir vergonha por um ato que apenas ela própria sabe, mas para que se sinta embaraçado, suas ações têm de ser avaliadas negativamente por outra ou outras pessoas.

Também, a vergonha carrega a conotação de uma resposta às condições que são consideradas moralmente erradas; por outro lado, alguém pode sentir-se embaraçado a respeito de ações que são moralmente neutras mas socialmente inaceitáveis (tais como um acidente).

Outro ponto de vista sobre a diferença entre vergonha e embaraço é que as duas emoções jazem num continuum e somente diferem em intensidade.

O desejo de entrar num buraco e sumir das vistas dos outros, acompanha tanto a vergonha, como o embaraço ou a culpa.

Vergonha tóxica

O termo vergonha “tóxica” que se torna patológica pode estar associada a uma crença limitante criada na infância diante o abuso, a tortura. Mas também leva a Vergonha tóxica a rejeição, o castigo desmedido, a expulsão, a exposição ao ridículo e até o desamor e o maltrato cotidiano.

O Incesto e outras formas de abuso sexual de crianças podem causar vergonha tóxica grave.

Vergonha religiosa

Vergonha é um tema-chave (se controverso) em religião. Religiões que afirmam que somente Deus ou outros seres espirituais são perfeitos neste sentido, atribuem um certo tipo de vergonha aos seres humanos. Em muitos casos, esta vergonha está associada com a sexualidade e outras características carnais dos seres humanos, embora outros possam arguir que somente as expressões pecaminosas destas características devessem ser motivo de vergonha.

O dogmatismo religioso pode criar a base para a vergonha porque esta reflete ideias internalizadas quanto ao que é certo e apropriado e sobre o que é errado e impróprio. Isto significa que técnicas de tortura que visem envergonhar seguidores de uma determinada religião podem meramente excitar outras pessoas (por exemplo, nudez). Contrariamente, religiões podem associar honra com certos comportamentos (por exemplo, martírio no Cristianismo, véus no Islão) que outros consideram vergonhosos. As ideias e a força com as quais ideias religiosas (e outras) são mantidas parecem influenciar se a vergonha ocorre e em que grau, sobre um determinado assunto.

Vergonha substituta

Os psicólogos introduziram recentemente a noção de vergonha substituta, a qual se refere a experiência de se envergonhar no lugar de outrem. Indivíduos variam em sua tendência de experimentar vergonha substituta, a qual está relacionada à neurose e a tendência de experimentar vergonha pessoal. Pessoas extremamente propensas a envergonhar-se podem mesmo experimentar vergonha da vergonha substituta: vergonha em relação a uma pessoa que por sua vez sente vergonha no lugar de uma terceira pessoa (ou possivelmente no lugar do próprio indivíduo).

Vergonha na sociedade

Geralmente, a vergonha é também considerada um dos pilares da socialização em todas as sociedades. Ela é amparada em precedentes legais como um pilar de punição e correção ostensiva.

A vergonha tem sido vinculada ao narcisismo na literatura psicanalítica. Ela é uma das emoções mais intensas. O indivíduo que a experimenta pode sentir-se totalmente desprezível, inútil e sentir que não há redenção.

De acordo com a antropóloga Ruth Benedict, as culturas podem ser classificadas por sua ênfase em usar vergonha ou culpa para regular as atividades sociais de seus membros. Algumas culturas asiáticas, China e Japão por exemplo, são consideradas culturas da vergonha. As culturas europeias e americanas modernas, como a dos Estados Unidos, são consideradas culturas da culpa. Por exemplo, a sociedade tradicional japonesa e a da Grécia Antiga são por vezes ditas serem “baseadas na vergonha” em vez de “baseadas na culpa”, visto que as consequências sociais de “ser apanhado” são vistos como mais importantes do que os sentimentos do indivíduo ou experiências do agente.

A violação das opiniões compartilhadas e comportamentos esperados de um indivíduo causam o sentimento de vergonha pela reprovação associada e dessa forma são muito eficientes em pautar o comportamento de um grupo ou sociedade.

A vergonha é a forma favorita de controle usada pelas pessoas que cometem a “agressão relacional”, também conhecida (incorretamente) como “bullying feminino”. Ela é uma arma potente no âmbito do casamento, da família e da religião. Ela é também utilizada nos locais de trabalho como uma forma de controle social ou agressão dissimulada.

te amo

Hector Othon
WhatsApp: +55 45 988399064
Instagram: @Astrothon
Facebook: HectorOthonCuba

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Raiva

Paz

Coragem